Educação Pacífica

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A verdadeira autoridade que deve ser exercida pelos pais é menos do que a sociedade pensa e muito menos do que pensam as pessoas que se dizem ter preceitos cristãos. Com frases clássicas, teimam corrigir seus filhos: “obedece ou obedece”; “papai do céu castiga menino desobediente”; “se não obedecer vou lhe dar varadas”; “quem não honra pai e mãe, morre cedo”. Coitado dos pequenos infratores! Mas até onde será que vai a autoridade paterna e maternal?

 

Pais, costumam usar-se de Deus, o emblema do Amor, para assustar os pequeninos. A relação pais e filhos não deve ser dessa maneira, em qualquer hipótese. A primeira noção que os pais devem ter dos filhos é que eles, como qualquer outro são INDIVÍDUOS. Cada um é único. As igualdades entre pais e filhos não passam de meras semelhanças genéticas. Quem viveu a época da ditadura e foi contra tal, se contradiz, quando se usa de métodos obsoletos para educar. As atitudes educativas de muitos pais de família com seus filhos são ao estilo Médici. Vejamos: castigo (condiz ao estilo Médici de prisão para os rebeldes); surra (tortura); e ameaça de o filho ir para o inferno caso não obedeça (o mesmo que pressão psicológica).

A dita “rebeldia” das crianças, não passa de uma maneira delas quererem descobrir e entender o desconhecido. Que criança desobedece por querer mal? Elas querem descobrir o que há por detrás do NÃO. Com uma boa educação, baseada nos valores universais, com carinho, amor os ensinamentos dos pais passam a ser melhores, sem que a criança se sinta presa.

 

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Numa boa educação não se proíbe, se instrui.

Diante de questões religiosas não se obriga um filho a ser devoto ou crer em qual ou tal doutrina.

Pai e mãe são professores e médicos. A autoridade exercida pelos mesmos se resume em instrução e cuidados.

Todas essas premissas condiz a uma Educação Pacífica. É possível educar os filhos sem punições e mesmo sem intervir na liberdade deles, sem muito esforço. Assim as relações afetivas de pais e filhos se tornam mais agradáveis e amigáveis.

Partindo do princípio “educar é instruir”, ou seja, educar não é obrigar ou proibir, deve-se mostrar ao filho imaturo que, mesmo não tendo tamanhas experiências de vida ele PODE, fazer escolhas próprias. Essas escolhas devem ter o contentamento dos pais, pois podem ser de seu agrado ou não. Se assim não for, haverá interferência na liberdade de indivíduo da pessoa. Afinal ninguém aprende ouvindo. Ver e ouvir é conhecer, praticar é aprender.

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