Erotismo Casual

Com os olhos, Fernando constatou a beleza de Monique, com os braços pôde senti-la através do abraço, com as mãos acariciou aquela diviníssima, brilhantíssima, majestosíssima e impetuosíssima mineira dos olhos castanhos.

Ao som de Frank Sinatra, seu coração batia demasiadamente. Acalorado ante aquela situação, o enamorado pede dois drinques enquanto observa a decoração da boate. As luzes eram de todas as cores e as mesas enfeitadas de branco e vermelho – uma ótima combinação com o vestido da moça que era de um vermelho muito intenso.

Esta mulher está dando bola pra mim – Fernando olha para todos os lados, e não perdendo a postura, para que Monique não pensasse que sua conversa estivesse desgastante. O rapaz desejava descobrir se era o único no homem no recinto. Não era. Havia outros rapazes solteiros à deriva do mar de mulheres, esperando serem submersos. E então despertou em Fernando a ideia de que ele deveria ser ainda da mais firme e atraente para assegurar que a pérola na sua frente não fosse roubada. Lembrou-se, então, do que toda mulher gosta: elogios.

Suas pernas são lindas! – Obrigada – Mas não podia ser só isso, o valor de uma beleza tão divina, como a dela, merecia mais lisonjas. Foi aí que Fernando passou a dizer palavras poéticas e românticas à ela espontaneamente. Não era mais o simples desejo de conquistá-la, era o tesão se aflorando pelo seu corpo. Sussurrava ele em seu ouvido.

Já era de se esperar que a moça sorrisse com os elogios que Fernando fazia. Nessa noite, Monique procurava novidade. Tinha encontrado. Um homem capaz de se apaixonar no meio de um salão e dizer ali mesmo, palavras sinceras, ao mesmo tempo lascivas. Seu coração pulsava por todo o corpo. Já não mais via o garçom, a bebida, as pessoas, seus olhos estavam fixos no homem à sua frente. Esse que tinha os olhares nos seios de Monique, que não ligava. Para ela tudo se fazia parte de uma atração. Concomitantemente, os olhares dela iam sobre o peito do rapaz, que estava exposto pelo vão da gola da camisa. Eram peitos malhados, sexes e musculosos. Delicioso – pensava ela – sexualmente, maravilhosamente delicioso.

Ali não se precisava mais das técnicas e padrões de conquista, tudo se apresentava tão obvio que nenhum deles precisava dizer que estava apaixonado, ambos já sabiam, pois se conectavam com os olhos. A eternidade para eles parecia curta e o que curto parecia eterno.

Pelo vestido da moça Fernando enxergava a nudez. Pela roupa do rapaz Monique imaginava como deveriam ser as pernas, as coxas, o bumbum e o “tanquinho” que deveria ele levar ali debaixo da camisa consigo. Tudo isso dava profunda excitação aos dois. Simultaneamente os lábios do casal se encontram, e o beijo… já não podia dar seguimento ali, onde estavam.

Vamos à minha casa, rápido – Deixe o carro na calçada – Feche a porta – Espere eu ligar o som – Tire a roupa – Tire o vestido – A calça – A calcinha – A cueca…

No momento em que já se encontravam nus, ainda confabulavam pornograficamente palavras soltas. Jogados na cama, se entrelaçavam entre si e cruzavam corpo a corpo. Enquanto ele fantasiava, ela engasgava. Trocavam o posicionamento. Enquanto ele tomava o gosto da excitação vaginal, ela sonhava acordada. No seu sonho, o Amor encontrava-se com a Nudez e ambos tinham um relacionamento profundo. Tão profundo era que a convergência do Amor com a Nudez fez com que o amor parisse o Sexo. E o nome do Sexo era Natural.

O rádio nessa hora cantarolava Jazz e Monique suspirava ofegantemente no cavalgar de um alazão. Fernando sentia prazer nas veias enquanto acariciava as almofadas pontudas de Monique. Nesse exercício erótico para perder calorias, não havia posição que eles não conheciam. Na penetração apaixonante, o rapaz via estrelas e a moça, rosas. Cada toque era um gemido e cada ai uma excitação.

É bem verdade que a cada sexo bem feito, parece sempre ser melhor que o outro, mas não há como negar que, esse que faziam, não era só aparentemente e sim empiricamente o melhor de todos. Cada contração um auge ao rapaz e para a moça um clímax alcançado.

Nas palavras dela – Você é meu, todo meu!

Nas palavras dele – Você é minha, toda minha!

Por fim, juntos tiveram o desfecho do congresso carnal. Eram os orgasmos mais quentes de suas vidas. Os seus olhares novamente se comunicavam. Apreciavam serenamente os lábios um do outro. Suas bocas sexes e avolumadas tornavam se beijar.

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