Desenvolvimento Espiritual de Mediação

mediunidade-Oc.emPauta

Está claro que o mais importante na mediunidade é a elevação espiritual da alma e isso quer dizer tanto da alma encarnada quanto da desencarnada.

Não há mediunidade sem interferência do médium, este é de suma importância. A mediunidade mecânica e inconsciente é menos usual para as almas menos esclarecidas, essas preferem, segundo a codificação de Kardec e a prática espírita, os mais esclarecidos. A mediunidade consciente requer muito da participação do intermediário não significando que na inconsciente não haja um quê daquele que exerce a mediação. Não existe mediunidade sem participação do médium mesmo a passiva tem a sua atuação. Nos tais fenômenos de incorporação trata-se da incorporação de energias e ideias que não são próprias. É chamada incorporação por esta ser de “corpo e alma” e não só de alma, isso quer dizer que, a alma comunicante toma as funções físicas do médium para expressar-se. Não incorpora por inteiro, toma todas as ligações do corpo impulsionando o médium a agir dessa ou daquela forma.

Na verdade o espírito se aproxima e encobre o médium com sua energia, conectando-se com ele e assumindo seu corpo através de ligações energéticas em seus chacras. Quanto mais próximo o espírito fica de seu médium, mais intensa é a incorporação.”(Mediunidade na Umbanda: Perguntas e Respostas. Pag. 14 – Tenda Espírita Pai Benedito de Aruanda).

Por isso a necessidade mor de desenvolvimento especialmente para estes tais incorporantes, a fim de não cair em obsessão que seria perder a capacidade de controle. Segundo o apóstolo Paulo 1ª Coríntios 14:32 o espírito está sujeito ao profeta. Sempre estará desde que não seja obsessão. Nessa, a alma encarnada enfraquece no poder de vontade e o que predomina é a vontade da alma desencarnada que é de classe grosseira, senão a obsessão estaria impossibilitada.

Na mediunidade consciente o perigo de insegurança é dobrado dado que nem todo mundo crê ser médium de fato, visto que suas faculdades estão ativas, ou seja, o médium sente o que passa em sua volta e tudo sabe. Seus gestos são feitos por ele mesmo, suas ações ele tem consciência plena, o que diferencia é o impulso que sente, este impulso está ligado a um desejo muito forte de agir, quase incontrolável, o que acontece é que com a consciência ativa o médium pensa ser animismo, sente-se inseguro; isso significa que ele tem cautela, só que ainda não aprendeu a trabalhar, precisa de educação, precisa ser mais passivo e deixar de pensar negativamente doando-se a sua entidade protetora, que com certeza quer se comunicar e é do bem. O médium só precisa conquistar confiança em si mesmo. Ninguém melhor do que ele próprio pode saber se o que se passa num fenômeno mediúnico é de sua própria alma ou de uma alma desencarnada, a teoria no campo da espiritualidade mediúnica não pode ajudar nesse sentido, só a prática pode dizer. Existe uma linha tênue entre a intuição, sensibilidade e mediunidade de incorporação consciente. O que é uma coisa ou outra se pode até colocar em hipótese, mas só a experiência prova.

Mediunidade consciente ou inconsciente é apenas uma questão de nível de entrega do médium no momento do transe.”

(O Transe Mediúnico. Carlos A. Baccelli e Odilon Fernandes, pag. 220. Livraria Espírita Edições “Pedro e Paulo”.)

O médium é o intérprete da alma desencarnada. Qualquer alma do além comunicante poderia querer fazer reparos no que o médium escreveu ou falou. O protetor-guia fala na língua universal que é a do pensamento, quem interpreta é o médium e este está limitado pelo seu vocabulário, pelo seu conhecimento geral das coisas e de causa. Este é o fato, o médium precisa buscar sempre mais.

Em mediunidade, apenas o pensamento pertence ao espírito comunicante – a sua maneira de expressão é marca registrada do médium.”

O médium que se preocupa em imitar o estilo alheio perde a espontaneidade e ocasiona o desvirtuamento de suas faculdades.”

O que se deve imitar de alguém são os seus bons exemplos e não a sua maneira de falar, gesticular e, até mesmo, o seu vocabulário.”

O Transe Mediúnico. Carlos A. Baccelli e Odilon Fernandes, pag. 185. Livraria Espírita Edições “Pedro e Paulo”.

“Vocês sabem que arranjamos no cérebro do médium os elementos necessários para dar ao nosso pensamento uma forma sensível e compreensível para vocês; é com o auxílio dos materiais que possui que o médium traduz nosso pensamento na língua vulgar…” (O Livro dos Médiuns. Cap. XXII – Da mediunidade nos animais – item 236)

As almas mais esclarecidas preferem, como já foi dito, os médiuns mais esclarecidos e conscientes. A mediunidade inconsciente é necessária também, não menos importante, porém menos praticada na Umbanda e no kardecismo. O candomblé por trabalhar com magia natural e, muitas vezes baixa magia, essa baixa magia seria a magia de sangue e sacrifícios, ajuda com que a mediunidade exercida pelos iawos, babalorixás, etc seja inconsciente. Essa magia afeta os pontos mais involuntários do corpo e do cérebro de forma que, na incorporação de um “orixá”, melhor dizendo, “santo” ou orixá próprio a alma do medianeiro está mais passiva, o sistema involuntário do médium é acionado, no contrário do médium consciente que tem seu sistema voluntário em atividade e o involuntário em passividade. É confuso, mas o sistema voluntário em atividade significa consciência em atividade e o sistema involuntário em atividade tem a consciência em inatividade.

“A mediunidade propriamente dita é independente da inteligência, tanto quanto das qualidades morais, e na falta de um melhor instrumento o espírito pode servir-se do que tem à mão; mas é natural que, para as comunicações de uma certa ordem, ele prefira o médium que lhe ofereça menos obstáculos materiais.”

(O Livro do Médiuns. Cap. XIX – O Papel do médium nas comunicações espíritas – item 19)

Portanto, reafirmando, a mediunidade é um sentido extrassensorial que se encontra em aperfeiçoamento gradativo e não já em desenvolvimento completo em quem quer que seja.”

Todo médium humano, encarnado ou não, está em processo de desenvolvimento, não havendo mesmo um só que nada mais tenha o que acrescentar às suas percepções.”

Assim sendo, ninguém se julgue dispensado de estudar e aprender sempre.”

O Transe Mediúnico. Carlos A. Baccelli e Odilon Fernandes, pags. 67-68. Livraria Espírita Edições “Pedro e Paulo”.

 

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