Crença e a Busca do Eu pela Felicidade 


​Religião “per si” não muda a vida de alguém. Só que ninguém pode culpar a religião pelos seus problemas ou mazelas. Quem faz a vida de uma pessoa é ela mesma e não a religião. 

 Assim, se existe um grande problema material, entrave ou crise emocional, distúrbio psicológico, isso é descuido do indivíduo religioso. Se a religião não é capaz de fortalecer a fé de alguém mesmo depois de muito tentar, é melhor olhar pra realidade e perceber logo que a religião não está a servir de utilidade prática. 

 Insucesso com uma religião é provável. Por vezes, a pessoa não serve a uma determinada religião, ou mesmo a religião não serve a ela. Pode ser outra, ou nenhuma. Cada um deve buscar o modo de vida que mais lhe dê prazer. A felicidade deve ser buscada. Insistir na infelicidade é mutilação. 

 Se na vida, não ter fé for o motivo de prazer de alguém, e o ceticismo, o agnosticismo, ou ateísmo for melhor pra ela, que seja. Nós podemos escolher. Dessa ninguém pode se queixar: ESCOLHA. A escolha faz o destino. 

É importante que haja convicção na crença, mas nem toda convicção é certa. Uma pessoa precisa ser honesta com ela mesma se quiser encontar seu melhor modo de vida.

 A religião, filosofia, arte, são também exercícios de encontro. A prática é sempre uma busca. A fé nem sempre será convincente, mas pode ser um caminho de busca solitária, mesmo que respostas não sejam encontradas. Será preciso saber se aquilo está a fazer bem ou não, e quando digo fazer bem, significa prazer emocional, sensação de completude, entusiasmo, coragem, seja o que for. E, ainda, talvez a resposta esteja aí, nesse prazer. 

 Duvidar é essencial ao conhecimento. A gente só não pode se queixar do que fez. É preciso buscar, o homem tem direito a tentar ser feliz. Cada um com sua própria receita. 

 A felicidade é individual, ninguém é feliz pelo outro. Uma pessoa que se alegra com outro não participa da felicidade desse. Se cada um não ansiar sua própria felicidade nunca vai encontrar sua maneira particular de viver plenamente.  © 

quando a hipocrisia religiosa me provoca 

Acho  engraçado. As muralhas de Jericó caem sob o poder divino e os hebreus comemoram como se a vitória fosse deles. Que mérito há  na conquista alcançada pelo “dedinho de Deus”? Acabamos de assistir pela TV Record o episódio que interpreta a queda do muro de Jericó. 

Esse é  o Deus dos hebreus! O YHVH (Yahvéh), Javé ou Jeová que incita a inimizade contra os “povos pecadores” promovendo  o ódio religioso do “povo escolhido” contra os “destituídos de salvação”. 

É um problema dos que se dizem cristãos hoje. Não conseguem abandonar o Antigo Testamento ou aceita-lo somente como contexto histórico. É  tão difícil enxergar toda a contradição de fé e lógica que há  na teologia evangélica que adota os dois testamentos bíblicos como única regra de fé e conduta? É realmente o verdadeiro inimigo da fé as hostes celestiais do mal, as potestades malignas, como disse o apóstolo  Paulo? 

Aliás,  falar de Paulo  não é  a melhor opção. Um fariseu que só  se converteu aos ensinamentos  do Cristo depois  que o mesmo o cegou  com sua aura reluzente e logo após o curou através  das mãos  de Ananias pra provar seu grande poder sobre os céus e a terra. Esse cara que aceitou  a fé do Senhor  dos Senhores por medo – a mesma fé  e o mesmo Senhor que perseguia, após uma vida de combate e apedrejamento contra os adeptos da seita do nazareno – iniciou o Cristianismo em toda Palestina unindo conceitos teológicos judaicos adaptados à nova pregação  (boas novas); ele mesmo, é um dos principais culpados de manchar uma doutrina que tinha tudo pra ser pura e eficiente. 

O Cristianismo  já nasceu manchado pela má  interpretação  humana  das coisas que são  do Alto.

A Medida Provisória do Novo Ensino Médio

Imagem da Página Oficial do Ministério da Educação

Imagem da Página Oficial do Ministério da Educação

 

  É possível observar que já havia uma posposta de Reforma com o Governo Dilma. A diferença é que agora isso poderá definitivamente se concretizar. A Reforma tem mais pontos positivos que negativos. A começar pelo investimento de 1, 5 bilhões de reais na educação. Pra mim, todos os pontos que alteraram artigos da Lei De Diretrizes e Bases da Educação só agregam e em nada diminuem a qualidade do ensino.

  A Medida Provisória institui a Política de Fomento à Implementação de Escola de Ensino Médio em Tempo Integral. Privilegia cinco áreas de concentração, sendo elas: linguagem, matemática, ciências naturais, ciências humanas e formação técnica e profissional. O aluno pode dar ênfase em qualquer uma dessas áreas. Além disso, o inglês deverá ser obrigatório a partir do sexto ano, podendo a unidade de ensino escolher um segundo idioma, de preferência o espanhol. As universidades não mais poderão escolher livremente o conteúdo de matérias para avaliação do candidato, sendo que, conforme o texto da Medida Provisória, no processo seletivo, deverá ser considerado “exclusivamente as competências, as habilidades e as expectativas de aprendizagem das áreas de conhecimento definidas na Base Nacional Comum Curricular”.

  A crítica dos opositores se polemiza em cima das matérias que não mais são consideradas obrigatórias. No entanto, essas mesmas matérias (artes, sociologia, filosofia e educação física) não serão eliminadas. Artes e educação física só serão obrigatórias no ensino infantil e fundamental. De outra forma, matemática e língua portuguesa estão garantidas como matérias obrigatórias nos três anos do Ensino Médio. Sociologia e Filosofia continuarão a ser ensinadas no que estiver dentro do conteúdo previsto na Base Nacional Comum Curricular (BNCC).

  Outro ponto importante é a abrangência na oportunidade que o Governo abre para aumentar o número de professores. Os profissionais com “notório saber” poderão lecionar matérias afins à área de sua formação.

  O aluno vai ter a oportunidade de concentrar sua formação básica nas matérias da qual ele se ente mais afim. Só um único impasse: as escolas terão sua própria grade e capacidade interna, então, depende de como a escola estadual pública ou privada proporcionará isso a partir de seu próprio currículo. De qualquer forma, a reforma faz com que os Estados se mobilizem para que as unidades de ensino possam se adaptar.

  A Medida Provisória, para manter-se e virar lei depende que em até 120 dias seja analisada e aprovada no Congresso Nacional.