Crença e a Busca do Eu pela Felicidade 


​Religião “per si” não muda a vida de alguém. Só que ninguém pode culpar a religião pelos seus problemas ou mazelas. Quem faz a vida de uma pessoa é ela mesma e não a religião. 

 Assim, se existe um grande problema material, entrave ou crise emocional, distúrbio psicológico, isso é descuido do indivíduo religioso. Se a religião não é capaz de fortalecer a fé de alguém mesmo depois de muito tentar, é melhor olhar pra realidade e perceber logo que a religião não está a servir de utilidade prática. 

 Insucesso com uma religião é provável. Por vezes, a pessoa não serve a uma determinada religião, ou mesmo a religião não serve a ela. Pode ser outra, ou nenhuma. Cada um deve buscar o modo de vida que mais lhe dê prazer. A felicidade deve ser buscada. Insistir na infelicidade é mutilação. 

 Se na vida, não ter fé for o motivo de prazer de alguém, e o ceticismo, o agnosticismo, ou ateísmo for melhor pra ela, que seja. Nós podemos escolher. Dessa ninguém pode se queixar: ESCOLHA. A escolha faz o destino. 

É importante que haja convicção na crença, mas nem toda convicção é certa. Uma pessoa precisa ser honesta com ela mesma se quiser encontar seu melhor modo de vida.

 A religião, filosofia, arte, são também exercícios de encontro. A prática é sempre uma busca. A fé nem sempre será convincente, mas pode ser um caminho de busca solitária, mesmo que respostas não sejam encontradas. Será preciso saber se aquilo está a fazer bem ou não, e quando digo fazer bem, significa prazer emocional, sensação de completude, entusiasmo, coragem, seja o que for. E, ainda, talvez a resposta esteja aí, nesse prazer. 

 Duvidar é essencial ao conhecimento. A gente só não pode se queixar do que fez. É preciso buscar, o homem tem direito a tentar ser feliz. Cada um com sua própria receita. 

 A felicidade é individual, ninguém é feliz pelo outro. Uma pessoa que se alegra com outro não participa da felicidade desse. Se cada um não ansiar sua própria felicidade nunca vai encontrar sua maneira particular de viver plenamente.  © 

Ser e Dever-Ser nas Normas Jurídicas

  • Por Fábio Ulhoa Coelho

Desde as primeiras lições, ao estudante de direito é apresentada a noção de que o conhecimento jurídico não tem por objeto o plano do ser, mas do dever-ser. A partir de elaborações filosóficas mais ou menos sofisticadas, como as da Teoria Pura do Direito de Kelsen (“o corte metodológico fundamental”), ou de meros e confortáveis recortes nos temas das aulas (“essa lei não é aplicada? Isso é um outro problema”), transmite-se a ideia de que o profissional da área tem de se preocupar apenas com a compreensão do padrão de comportamento preceituado pela norma jurídica. Pretende-se que o conhecimento jurídico sabe do mundo como ele deveria ser; isto é, o que ditam as leis e normas, cuja obediência generalizada faria plenamente harmoniosa a convivência em sociedade.

Nada mais equivocado. O tecnólogo e o profissional do direito, como o estudioso de qualquer outra área do conhecimento humano, têm por objeto de estudo o que existe e não o que deveria existir. Não é o mundo como ele deveria ser de acordo com o molde da ordem jurídica o campo de saber da doutrina, mas as relações sociais tais como realmente são. Quer dizer, não estudamos as normas postas, mas os conflitos de interesses manifestados nas relações sociais e as formas de sua superação. Leis e normas não são o modelo de como o mundo deveria ser, mas parâmetros que norteiam a superação institucional dos conflitos de interesses.


FONTE: Coelho, Fábio Ulhoa. Curso de direito civil, família, sucessões, volume 5 / Fábio Ulhoa Coelho. – 5. ed. rev. e atual. – São Paulo : Saraiva, 2012.

Justiça e Direito

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Símbolo da Justiça, a balança representa equilíbrio e a mulher vendada a imparcialidade.

Primeiro dia de aula, o professor de ‘Introdução ao Direito’ entrou na sala e a primeira coisa que fez foi perguntar o nome a um aluno que estava sentado na primeira fila:

– Qual é o seu nome?

– Chamo-me Nélson, senhor.

– Saia de minha aula e não volte nunca mais! – gritou o desagradável professor.

Nélson estava desconcertado. Quando voltou a si, levantou-se rapidamente, recolheu suas coisas e saiu da sala.Todos estavam assustados e indignados, porém ninguém falou nada.

– Agora sim! – vamos começar .

– Para que servem as leis?Perguntou o professor. Read More