Série WestWorld – caminhos para a consciência

“Consciência não é uma jornada para cima, não é uma pirâmide, é uma jornada para dentro. Cada escolha leva você cada vez mais ao centro… ou girando para as bordas, para a loucura.” #WestWorld
 

 

Acabei de terminar a temporada de WestWord. Estou fascinado com a série. E como não ficar? A consciência é um labirinto que tentamos desvendar.

WestWorld é uma fantástica série da HBO. Tudo se passa em um parque temático povoado por androides sintéticos. São robôs, mesmo, na melhor forma humana. A série provoca um deslumbramento sem fim no espectador.
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O Deboísmo

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O deboísmo é uma palavra que nem existe no dicionário português (ainda), pois é uma filosofia recente, não uma filosofia construída com pensamentos técnicos, mas uma filosofia de vida que está conquistando muitas pessoas. Até mesmo eu Luan De Barros.

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Não se pode dizer que a filosofia deboísta é original. Não, até porque, no mundo das ideias, coisa mais difícil é criar qualquer coisa que seja estritamente original. O deboísmo é a arte de “ficar de boa”, ser uma pessoa tranquila com a vida. Não cometer represálias, vinganças, odiar sem sentido, simplesmente aceitar a realidade e se orientar na vida pela paciência, praticando a paz social, o respeito ao próximo, seja lá ele quem for. A partir disso, temos certeza que muitas pessoas praticavam o que hoje temos um nome. Os budistas, os yogues, as demais pessoas que costumam ter uma vida de calmaria, imparciais, cautelosas, pacientes, geralmente são tipos de pessoas que hoje podem ser chamadas de deboístas. A preguiça é o animal símbolo da filosofia que segundo Abelardo é o animal “mais de boa” que existe, que passa uma sensação de serenidade.

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VOCÊ JÁ FOI CHAMADO DE COXINHA ?

Por GERALDO NUNES

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O prefeito Fernando Haddad usou em uma rede social o termo “coxinha”, para se referir a um crítico das ciclovias, e os ouvintes da Rádio Estadão passaram a me perguntar o que é ou quem é um “coxinha”, e claro, precisei pesquisar. Descobri que a gíria não é recente e remonta às manifestações ocorridas em junho de 2013, conforme página do Observatório da Imprensa, publicada em setembro do mesmo ano em artigo assinado pelo mestre em Planejamento Urbano, Sérgio da Mota e Albuquerque.

O texto começa informando que na época dos protestos a Folha de S. Paulo, em sua revista de domingo, tentou explicar o novo significado do velho e gorduroso petisco de botequim, explicando: “trata-se de gíria paulistana.” Para explicar o novo significado da palavra, a revista entrevistou pessoas que já tinham ouvido falar em “coxinhas”. Logo surgiu um consenso sobre o seu significado: “coxinha” é gente engomada, certinha, que segue a maioria. Gente convencional e conservadora, em suma.

Mas foi o diário Correio do Brasil, de Curitiba – também 2013 – que apresentou a melhor explicação para o vocábulo que tomou conta dos protestos. O periódico não buscou somente a nova acepção da palavra, mas sua relação com as manifestações. Juntou o sociólogo Leonardo Rossato e o professor de português Michel Montanha, que elaboraram uma análise sociológica do “coxinha” e apresentaram uma hipótese sobre sua origem: “Coxinha, sociologicamente falando, é um grupo social específico, que compartilha determinados valores. Dentre eles está o individualismo exacerbado e dezenas de coisas que derivam disso: a necessidade de diferenciação em relação ao restante da sociedade, a forte priorização da segurança em sua vida cotidiana, como elemento do ‘não me misturo’ com pessoas que considero de mim, além da forte necessidade de se parecer bom moço.”

Outro significado tem origem nos pobres “almoços” dos policiais nos anos de 1980, que recebiam vales-refeição tão desvalorizados que acabaram apelidados de “vale-coxinha”. Com o tempo, policial e coxinha tornaram-se sinônimos. Os programas policiais no rádio e na TV acabaram por estender o novo significado da palavra a todos aqueles policiais, civis ou militares, preocupados com a segurança acima de tudo.
Concluo que os “coxinhas” parecem estar identificados com São Paulo, fenômeno tipicamente paulistano daqueles que se dizem conservadores ou de direita, sem saber de fato o que é ser de direita, mas simplesmente porque não concordam com as idéias do PT. Como tal o prefeito reagiu em tom nervoso, mas disse depois que “com bom humor você desanuvia o ambiente”.

Fernando Haddad reside no Paraíso, bairro vizinho à Vila Mariana, e como tal conhece o Veloso Bar, que produz a melhor coxinha de São Paulo e frequentado por um seleto público entre a juventude e a meia idade e de nível superior. Pelo twitter ele brincou. “Fui ao excepcional Veloso comer uma coxinha e um ‘coxinha’ reclamou das ciclovias. Fiquei confuso”… “Até tu, Brutus?” Deve ter perguntado o prefeito que não esperava tal manifestação naquele bar. Finalizando, depois de parafrasear o imperador romano Júlio César, acabei sendo questionado por um ouvinte. E você Geraldo, se considera um “coxinha”? Em dúvida sobre o que responder utilizei a frase mais conhecida de Willian Shakespeare. “Ser ou não ser, eis a questão”.E você o que é?]

FONTE: SITE CRUISER